sexta-feira, 23 de outubro de 2015

SONETO DA ESCRAVIDÃO


Rasgue-me a pele na carne em sangue
Repele-me para longe do mal feitor
No sol corpo abatido, coração exangue
Sirva como troféu sem nenhum pudor.

Solte-me das correntes do meu destino
Que hoje possa desfrutar, pois ao de vir
Feito fera preso a lama junto o felino
Tal, como porcos abatidos sem reagir.

Faça-me incólume sem labéus pela cor
E que em estandarte ergue-se no por vi
Mostra na pele a mancha, marcas de dor.

Arranque para fora os males a quem
Hoje fenece o ódio que no coração senti
Deixo na memória, meu perdão, amém.

AUTOR: © GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).

Extraído do Livro de Antologia de poesia e prosa " Além do Horizonte" pelo Celereiro de Escritores - São Paulo SP - Editora Sucesso em 2014

http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=5235593

2 comentários:

  1. Como sempre um magnifico poeta, parabéns meu caro poeta esta fazendo sua parte na história,

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