quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O TEMPO PASSOU E PASSOU

O vento sopra as cortinas empoeiradas
O tempo já passou, e passou
Firmamento em noites de outrora.

A brisa da manhã é pesada
O cigarro apagado, o copo vazio
Retratos na parede expostos a galhofas.

O entra e sai dissolvem as cinzas, no chão
O cinzeiro caído no balcão, já vazio
Marcas de mãos calejadas.

Talvez de trabalho, mas eu não estava ali
Um lenço branco em cima da mesa de bilhar
O cheiro do perfume misturava ao pó.

Concreto já velho se desmanchava
Da janela o velho via, mas não ouvia
Sentado ali, ali no alto da varanda.

Oh meu Deus! Oh meu Deus!
Foi se os homens, as putas também
Só me resta essa garrafa de vodka.

GERSON CLAYTON RODRIGUES DOS SANTOS. (s.d.).


Poema extraído do livro de Antologia " O tempo não apaga" edição 2014 pelo Celeiro de Escritores - Editora Sucesso


4 comentários:

  1. Bela reflexão sobre o quanto veloz se mostra o tempo, e nesse seu passar impregnado de fortes recordações resta apenas um olhar antigo sobro antigas recordações. Fotos que desbotam com o tempo do tempo que passa, e despercebidamente passamos também.

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  2. Muito obrigado pelas tuas palavras que muito alegra-me!

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  3. Belo e dolorido!
    Tradução da alma em busca da calma que sabe nao se acalmar só com a vodka. Parabéns!!!

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